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Qual a probabilidade de você cruzar com um ser humano ponderado, carinhoso, compreensivo, equilibrado, alegre, alto astral, otimista, sensível, inteligente, tenha o mínimo de vaidade, educado, elegante e com toda reciprocidade?
0,1%, 10%, 12%, 50%?
Não diga que é 0%
Somos 7 bilhões de seres no planeta e a cada ano mais de 54 milhões de pessoas nascem no mundo.
Não me diga que é 0%
Nossa expectativa de vida é de 83 anos temos algum tempo pela frente.
Mas não me diga que é 0% por favor.
Nem que seja 1%, onde está você?

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Amor mais ou menos

Publicado: abril 12, 2012 em Uma idéia
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A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.
A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos…

TUDO BEM!

O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum…
é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.

Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.
Chico Xavier



É muito fácil criar e fantasiar situações achando que tudo é um modelo matemático que “teoricamente vai dar certo”, só que nessa equação sempre esquecemos da variável ser humano. Poderiamos muito bem fazer a seguinte equação: 1+1 = 2 só que na verdade deveria ser (1+1)*humano = 32870 possibilidades. Essa criatura imprevisível e inconstante deixa qualquer Albert Einstein de cabelo em pé, prefiro dizer que só Froid explica.

Não menos cliché, normalmente as fantasias são acompanhadas de desilusões, porque fazemos aquela velha equação levando em conta apenas nosso modelo onde 1+1=2, mas esquecemos da variável mais importante, e tome quebrar a cabeça para tentar chegar ao denominador comum. Multiplicamos o afeto, dividimos o amor próprio, até somamos nossa felicidade. Mas ai vem o ser humano com um sinal de menos, e subtrai nossa alegria, nossa paciência, nossas ideias. Por isso, pessoal, evite trazer para sua equação da vida seres humanos negativos, multiplique seu amor próprio e cresça como pessoa, nossa caminhada já nos trás tantas dificuldades, pra que subtrair se podemos somar?

Viajei muito agora né? Pode tirar onda. rs



Conta-se que, no tempo de Buda, uma jovem chamada Kisa Gotami sofrera uma série de tragédias. Primeiro foi seu marido que morreu, depois um outro familiar.
Tudo que lhe restava era seu único filho. Logo ele também adoeceu e morreu. Lamentando-se de dor, ela tomou nos braços o corpo do filho morto e passou a carregá-lo por toda parte, pedindo ajuda.

Deveria haver, em algum lugar, alguém ou algo, um remédio, uma poção que o trouxesse de volta à vida.
Sua busca, no entanto, se mostrou infrutífera. Até que ela se achegou frente a Buda, que estava ensinando em um bosque.

Aproximando-se, suplicou em pranto para que ele trouxesse seu filho de volta à vida.
Buda, de imediato, concordou. Disse-lhe, contudo, que ela precisava lhe trazer um punhado de sementes de mostarda. Com um detalhe muito importante. Deveria obter as sementes de uma família onde ninguém tivesse morrido. Nem pai, nem mãe, nem esposo, nem filho ou amigo.
A jovem voltou correndo para a vila. Na primeira casa que entrou e explicou a sua tragédia, logo recebeu as sementes. Quando se retirava, lembrou-se de perguntar se alguém morrera naquela casa.

Sim, disseram eles. Foi no ano passado.
Ela saiu a correr. Entrou na casa ao lado. E na outra. E outra mais. Em todas, alguma morte havia ocorrido. Era uma tia, um filho amado, uma filha recém-nascida. Um pai amoroso. Uma mãe carinhosa.

O que quer dizer que, depois de uma longa busca, ela não encontrou nenhum lar que não tivesse entrado em contato com a morte.
Debruçando-se de dor, deu-se conta de que o que acontecera a ela e ao seu filho, acontece a todos. Todos os que nascem, morrem um dia.
Então, carregou o corpo do filho morto até onde estava Buda e lá o enterrou.
Depois, curvou-se diante de Buda e pediu que ele lhe ensinasse as coisas que lhe trouxessem sabedoria e refúgio, neste mundo onde se nasce e se morre.

Os ensinamentos de Buda calaram profundamente em seu coração e ela iniciou a importante atitude de educar-se para a morte.

É curioso como em toda a nossa vida nos educamos para a vida, e não é errado, mas esquecemos de nos educar para a morte como uma passagem para um nível superior de vida. Estar preparado para conviver com a partida das pessoas mais próximas e até da sua partida, faz com que tanto a nossa continuidade nesta vida quanto a passagem para outra vida seja mais tranqüila e confortante, evitando longos e dolorosos sofrimentos.

Cresça sabendo quem você é, e a que veio. E se prepare para o momento de partir como todos que já partiram.


Não há lugar melhor do que a praia, um mergulho, uma corrida, ou apenas só para ficar sentado na beira mar pensando na vida. Mesmo só ou acompanhado, com os amigos ou com a pessoa que você ama. É muito bom sentir o vento no rosto e o cheiro de mar, pé na areia como se não tivesse nada para fazer. E realmente não se tem nada pra fazer a não ser curtir esse mar de Deus.