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Singin’ in the rain

Publicado: outubro 13, 2010 em Cinema Clássico
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Dando continuidade a minha sessão de filmes clássicos, dessa vez na companhia de Singin’ in the rain (Cantando na chuva). Eu sei, eu sei, podem até falar: como eu ainda não tinha visto este filme? Eu vi, mas faz muito tempo, quando pequeno e não me lembrava dos detalhes.

O filme é estrelado por Gene Kelly e tem como coadjuvantes, Donald O’Connor  e Debbie Reynolds.  Don Lockwood (Gene Kelly) e Lina Lamont (Jean Hagen) são dois dos astros mais famosos da época do cinema mudo em Hollywood. Seus filmes são um verdadeiro sucesso de público e as revistas apostam num relacionamento entre os dois, o que não existe na realidade. E uma revolução da época, o filme falado, aproxima Don de Kathy Selden (Debbie Reynolds) onde ela faria a dublagem da voz de Lina, pois ela tem uma voz que é uma comédia à parte.

Com essa aproximação de Don e Kathy se apaixonam. Aí vem a cena clássica do filme que já foi repetida, satirizada e comentada no mundo inteiro que mostra muito bem o que uma pessoa apaixonada sente, ao ponto de dançar no meio da chuva. Acho que muita gente deve ter se reconhecido nessa cena, eu sou um deles rs! Para uma pessoa apaixonada nada é ridículo, chuva, sol, distância, tudo fica fácil. Ficamos literalmente sem noção.

Me acabei de rir com a cena do microfone, acho que meus vizinhos devem ter se perguntado, o que será que fez ele rir tanto? Mas aqui pra nós, essa Lina é muito tapada. Outras situações que me chamaram a atenção foram a piscadinha forçada de Gene Kelly quando queria passar emoção, hilário.

Um dos momentos mais emocionantes foi a dança de Gene e Lina no galpão que ao acender das luzes se revelou um bonito cenário de por do sol, e um clima de romance no ar. E por último, foi o momento da música Good Morning.

Criativo, cativante e divertido, é praticamente impossível não se reder aos encantos desse filme que está na lista dos 25 maiores musicais americanos de todos os tempos. E realmente é, o filme é uma referência em todos os aspectos. Para quem não viu, vale apena ver.


É fácil imaginar que o melhor está sempre por vir, o que já se tem não conta mesmo. Estar sempre ao lado faz com que as pessoas terminem se acostumando, e não dando o seu real valor. Às vezes algumas pessoas estão tão presentes na nossa vida que passam despercebidas, uma mãe, um pai, os irmãos, um amigo. E não faz tanta diferença se deixamos de lado um pouco. É comum dizer que santo de casa não faz milagre, mas será mesmo?

Eu vi um filme que o título não me encorajou muito, confesso, mas como é um clássico do cinema tive curiosidade em assistir. O filme era Bonequinha de Luxo, que trás Audrey Hepburn e George Peppard nos papéis principais. Ele mostra Holly (Audrey), como uma acompanhante e caçadora de homens ricos, o jeito doce como a personagem é colocada em cena nem nos damos conta de que  na verdade se trata de uma garota de programa, mas que tem sonhos de uma vida feliz e bem casada, do jeito que ela imagina que seja um casamento feliz. Um ponto legal é que eles falam muito sobre o Brasil, Holly até arrisca uma frase num português mais ou menos.
O fato é que o filme passa uma mensagem bem interessante, além de mostrar situações daquelas pessoas que querem subir na vida de qualquer forma, também mostra o quanto que…

Às vezes a gente tem uma ideia tão fixa na cabeça, que terminamos ignorando as oportunidades que a vida coloca na frente da gente.

Holly passa o tempo todo do filme à procura do amor ideal para ela, que seria um homem rico, e não um rato-comum, como ela fala. Mas o fato é que ela não se dá conta de que estava perdendo um grande amor, onde foi preciso passar por situações constrangedoras para que conseguisse enxergar que ele estava ali o tempo todo, do seu lado.

Às vezes grandes oportunidades passam pela vida da gente e não nos damos conta disso. Um bom negócio, um bom emprego, uma grande viagem, mas não agarramos com toda a nossa força, porque ao invés disso estávamos no nosso quintal procurando trevos de quatro folhas.